Auto de Natal será encenado nessa quinta-feira (12)

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Apresentação está para a noite desta quinta-feira (12), na construção da Catedral Nossa Senhora de Guadalupe

Na noite desta quinta-feira (12), a construção da Catedral Nossa Senhora de Guadalupe – na Vila A – será palco da apresentação do Auto de Natal organizada pela Pastoral da Juventude. A encenação contará com a participação de aproximadamente 30 jovens de grupos católicos da cidade.

Na apresentação, o público poderá acompanhar, com detalhes, a história do nascimento de Jesus Cristo em sete cenas – acompanhadas de cântinos natalinos – que retraram momentos como o encontro de Maria com o Anjo Gabriel, o Decreto do Recenseamento e a chegada de Maria e José a Belém.

De acordo com um dos organizadores do evento, Eduailson Szinwelski, o evento tem como objetivo transmitir o real significando da data ao público. “Como juventude cristã temos o dever de ajudar na busca pelo verdadeiro espírito do Natal, que é o nascimento do nosso Salvador”, destacou.

Pastoral da Juventude
A Pastoral da Juventude – Padroeiro São José Operário é formada por 19 grupos de jovens espalhados por Foz do Iguaçu. Atualmente, a PJ está dividida em três paróquias: Bom Jesus do Migrante (no Jardim América), Nossa Senhora de Guadalupe (na Vila A) e Nossa Senhora da Luz (na Vila C), que ao todo reunem aproximadamente 500 jovens.

Serviço
Apresentação do Auto de Natal
Local: Construção da Catedral Nossa Senhora de Guadalupe – Vila A
Horário: após a celebração das 20h

PAIXÃO DE CRISTO: “Deixo Maria me guiar”

Ana Cláudia, da PJ Guadalupe

Pela segunda vez, Ana Cláudia Carvalho, da PJ Guadalupe, irá interpretar Maria no Auto da Paixão de Cristo.

Quando surgiu o primeiro convite para interpretar Maria? Como foi a primeira reação?

O primeiro convite para interpretar Maria surgiu em 2010, o primeiro ano em que o Auto da Paixão foi realizado na Catedral Nossa Senhora de Guadalupe. Como era a primeira vez que a encenação aconteceria, a Pastoral da Juventude não tinha alguém em vista para interpretar Maria e perguntou a todas as jovens presentes em um dos ensaios quem gostaria de fazer o papel.

Foi então que algumas pessoas me apontaram e me incentivaram a aceitar, pois eu mesma não me ofereceria para tal, pois achava muito difícil. Depois veio a pergunta por parte da Pastoral da Juventude: “Pode ser você Ana? Você aceita?” E eu respondi que sim, mas no fundo estava com um pouco de medo, pois é um papel que traz uma grande responsabilidade.

Como é fazer este papel tão importante?

Apesar da personagem não ter muitas falas durante a encenação, interpretar Maria requer além de muito ensaio, muita oração e entrega, pois a mesma tem uma forte presença durante todo o caminho do Calvário e representar a dor de uma mãe vendo o filho entregando a sua vida não é uma tarefa fácil. Fazer o papel de Maria vai muito além de encenar, é preciso viver e sentir a Paixão de Cristo, para poder passar emoção para as pessoas que estão assistindo. Acredito que esta foi uma missão muito abençoada que Deus me deu, e apesar de não ser fácil, a mim é uma honra poder cumpri-la, pois Maria é exemplo de fé e de um amor imenso, capaz de suportar tudo para que seja feita a vontade de Deus.

Qual cena acha mais marcante?

A cena que mais me emociona é o momento em que Jesus é descido da cruz e colocado no colo de Maria. E sinto que é a cena mais emocionante também para o público. É um momento inexplicável, em que eu não vejo nada nem ninguém à minha frente, apenas sinto o vento bater em meu rosto, e é como se eu estivesse lá em Jerusalém, no Calvário. Apesar de ser impossível mensurar tamanha dor de nossa Santa Mãe nessa hora, a emoção flui naturalmente, e chego a nem me preocupar com o texto final, apenas deixo Maria me guiar e fazer com que eu expresse da melhor maneira o sentimento dela nesse momento.

PAIXÃO DE CRISTO: “Interpretar o papel do maior homem que já andou pela terra não tem preço”

Edu, da PJ Guadalupe: pela segunda vez ele interpretará Jesus Cristo no Auto da Paixão de Cristo.

    Quando surgiu o primeiro convite para interpretar Jesus Cristo? Como foi a primeira reação?

A primeira vez que fui convidado a interpretar Jesus foi na encenação da Paixão do ano passado (2012). Isso ocorreu durante uma das nossas reuniões de preparação para os ensaios, meus amigos sugeriram que fosse eu, e com eles me apoiando e me dando essa força não tive como recusar. No começo fiquei muito preocupado. Quanto mais perto chegava do primeiro ensaio mais ansioso eu ficava. No sábado, antes da primeira passagem de cenas eu nem consegui dormir. Tinha medo de não conseguir mostrar a real importância do Cristo através de mim, porém logo ao término desse ensaio a ansiedade e o medo se foram de uma forma que não sei explicar.

Como é interpretar este papel tão importante?

É muito difícil interpretar Jesus, apesar de não ter muitas falas durante a Via Sacra. Tudo tem que ser feito com emoção, os gritos, a respiração pesada e o mais importante, tentar mostrar que foi por nós que Ele sofreu tudo aquilo. Eu creio que sou uma pessoa muito agraciada, por poder fazer o papel do Cristo que tanto tenho orgulhar de levar as pessoas. Interpretar o papel do maior homem que já andou pela terra não tem preço. Me sinto honrado quando vou à missa ou em algum outro evento da igreja e as pessoas dizem: “Olha lá, o menino que fez Jesus!”.

Qual a cena que considera mais marcante?

Existem duas cenas de que gosto muito. A da quarta estação quando Jesus encontra com sua mãe Maria. Acho muito linda essa cena porque mostra o amor que Maria tem por seu filho, e de certa forma o amor que nossas mães tem por nós. Da primeira vez que vi essa cena (há uns 6 anós atráz na Paixão de Cristo que foi realizada na BJM)) pensei comigo que se fosse hoje e fosse comigo, minha mãe teria feito a mesma coisa. Ali percebi que muitas vezes não damos o devido valor a essas pessoas maravilhosas que chamamos de mãe.

A outra cena que gosto e a cena da sétima estação que é a segunda queda de Cristo. Nesse momento mesmo com várias chicotadas e muita humilhação Jesus tenta se levantar por si mesmo. Ele quer com que as pessoas vejam que ele não está sendo obrigado a fazer isso. Ele quer que isso aconteça para que nós sejamos salvos.