PAIXÃO DE CRISTO: “Deixo Maria me guiar”

Ana Cláudia, da PJ Guadalupe

Pela segunda vez, Ana Cláudia Carvalho, da PJ Guadalupe, irá interpretar Maria no Auto da Paixão de Cristo.

Quando surgiu o primeiro convite para interpretar Maria? Como foi a primeira reação?

O primeiro convite para interpretar Maria surgiu em 2010, o primeiro ano em que o Auto da Paixão foi realizado na Catedral Nossa Senhora de Guadalupe. Como era a primeira vez que a encenação aconteceria, a Pastoral da Juventude não tinha alguém em vista para interpretar Maria e perguntou a todas as jovens presentes em um dos ensaios quem gostaria de fazer o papel.

Foi então que algumas pessoas me apontaram e me incentivaram a aceitar, pois eu mesma não me ofereceria para tal, pois achava muito difícil. Depois veio a pergunta por parte da Pastoral da Juventude: “Pode ser você Ana? Você aceita?” E eu respondi que sim, mas no fundo estava com um pouco de medo, pois é um papel que traz uma grande responsabilidade.

Como é fazer este papel tão importante?

Apesar da personagem não ter muitas falas durante a encenação, interpretar Maria requer além de muito ensaio, muita oração e entrega, pois a mesma tem uma forte presença durante todo o caminho do Calvário e representar a dor de uma mãe vendo o filho entregando a sua vida não é uma tarefa fácil. Fazer o papel de Maria vai muito além de encenar, é preciso viver e sentir a Paixão de Cristo, para poder passar emoção para as pessoas que estão assistindo. Acredito que esta foi uma missão muito abençoada que Deus me deu, e apesar de não ser fácil, a mim é uma honra poder cumpri-la, pois Maria é exemplo de fé e de um amor imenso, capaz de suportar tudo para que seja feita a vontade de Deus.

Qual cena acha mais marcante?

A cena que mais me emociona é o momento em que Jesus é descido da cruz e colocado no colo de Maria. E sinto que é a cena mais emocionante também para o público. É um momento inexplicável, em que eu não vejo nada nem ninguém à minha frente, apenas sinto o vento bater em meu rosto, e é como se eu estivesse lá em Jerusalém, no Calvário. Apesar de ser impossível mensurar tamanha dor de nossa Santa Mãe nessa hora, a emoção flui naturalmente, e chego a nem me preocupar com o texto final, apenas deixo Maria me guiar e fazer com que eu expresse da melhor maneira o sentimento dela nesse momento.

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